FORNOS DE ALGODRES: Vereador do PSD destaca liberdade e alerta para desafios da democracia
O PSD divulgou, na sua rede social de Facebook, o discurso proferido por João Gomes, Vereador do partido, durante a Sessão Solene das comemorações do 25 de Abril em Fornos de Algodres, afirmando:
“Hoje celebramos a democracia e a liberdade!
Aqui, em Fornos de Algodres, numa terra de Portugal, no continente europeu, juntamo-nos para celebrar e enaltecer a democracia e a liberdade!
Foi este o dia inicial que nos permitiu, a cada um de nós, ser mais inteiro e completo.
Foi também assim com a Revolução dos Cravos de 1974.
A entrada em vigor da Constituição da República Portuguesa, em 25 de Abril de 1976 (faz hoje precisamente 50 anos) foi decisiva, uma vez que representou a passagem de um processo aberto e instável para um sistema político assente na soberania popular e no Estado de Direito.
Esta nossa Constituição tem no seu centro a defesa dos direitos humanos consagrando-os como pilares fundamentais da República Portuguesa, garantindo a dignidade da pessoa humana, a igualdade e as liberdades fundamentais.
Evolução essa, que poderia ter uma dimensão mais positiva, justa e humanista se, parte das elites políticas e económicas, não fosse tão extrativa, corporativista e centralizadora.
E com isso, Portugal mudou!
A liberdade trouxe mais ideias e opiniões, mais exigência e ambição… e a nossa terra conheceu uma grande evolução.
O voto local, em Fornos de Algodres, veio alterar as estruturas de poder.
As nossas autarquias locais, legitimadas pela escolha da nossa população, autonomizaram-se e, com mais ou menos ambição, passaram a defender e a lutar pelo desenvolvimento integrado das populações e localidades, resolvendo problemas estruturais enormes como acesso à água, saneamento, energia, iluminação, estradas, habitação…
A nossa terra, nas décadas de 70 e 80 do Sec. XX fervilhava de opções políticas abertas e saudavelmente expostas entre os cidadãos.
As diversas eleições eram vividas com entusiamo e esperança!
A inocência da liberdade de expressão e opinião era maravilhosa!
O afrontar irreverente por parte da juventude, dos costumes exagerados e confortavelmente conservadores foi transformador!
Chegados aqui, verificamos e constatamos que, apesar de termos evoluído de forma notável e extraordinária, a liberdade e o progresso social e económico não estão concluídos.
Esta premissa de um 25 de Abril continuamente inacabado, fruto também da nossa salutar ambição enquanto povo, não pode incorporar, aceitando como normal, que mais de meio seculo após a revolução, haja condicionamento e pressão entre cidadãos, que querem participar e intervir mais ativamente no futuro da sua terra.
É importante garantir que todos aqueles que aceitam integrar listas para as diferentes assembleias representativas, o façam de forma livre, consciente e sem qualquer tipo de condicionamento que os faça recuar, tal como está determinado na Constituição da nossa República, que hoje celebra 50 anos.
Todos nós temos de ter a sensibilidade e a noção de perceber que ao condicionarmos e colonizarmos a vontade genuína e primeira de um ser humano, estamos a tirar-lhe a sua essência, a violar a sua liberdade de pensamento e a sua dignidade enquanto Homem.
Precisamos de um aprofundamento do nosso sentido democrático, que impeça a utilização do estado e o aproveitamento da fragilidade das pessoas e das suas circunstâncias.
Temos, no entanto, de, pelo menos, nos apercebermos dela e ter a coragem de melhorar. Todos nós!
Minhas senhoras e meus senhores, num tempo extremamente instável e inquieto, verificamos que, nada estando garantido, nomeadamente a democracia e a liberdade, é cada vez mais necessário promovermos uma cidadania ativa e caminhar juntos, com ambição, para o desenvolvimento equilibrado da nossa terra e para o exercício de uma democracia sensível, humanista e madura.
Honrar o 25 de Abril no sec. XXI é, também, prestar, cada vez mais, atenção aos pormenores e à maneira como vai sendo modelada a nossa democracia.
Viva a Liberdade!
Viva Fornos de Algodres!
