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Diretor: Paulo Menano

GEOPARK NATURTEJO: Jornadas Técnicas de Agricultura Biológica do Algarve reforçam cooperação e visão territorial


A 3.ª edição das Jornadas Técnicas de Agricultura Biológica do Algarve, promovida pela AL BIO – Associação de Agricultura Biológica do Algarve, contou com a participação do Presidente do Conselho de Administração do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO, Armindo Jacinto, que abordou a relação entre território, património natural e desenvolvimento sustentável.

Na comunicação apresentada no âmbito da sessão “Geoparque Naturtejo 2026”, Armindo Jacinto destacou a importância dos territórios classificados como espaços de inovação, educação e valorização dos recursos endógenos, sublinhando o papel da agricultura biológica e da agroecologia no suporte a estratégias integradas de sustentabilidade, regeneração da paisagem e coesão territorial.

As jornadas decorreram ao longo de dois dias, nos concelhos de Loulé e Tavira, reunindo produtores, técnicos, investigadores e entidades do setor para debater os principais desafios e oportunidades da agricultura biológica no Algarve. As sessões ficaram marcadas pela partilha de conhecimento técnico e pela cooperação entre os participantes.

Em comunicado, a AL BIO destacou o contributo dos oradores convidados e o acolhimento da Quinta do Freixo e da Quinta das Sesmarias da Corte, sublinhando ainda a participação ativa dos participantes como determinante para o sucesso da iniciativa.

Segundo a organização, os trabalhos desenvolvidos permitiram reforçar redes de cooperação, aprofundar práticas agroecológicas e consolidar uma visão partilhada para a construção de uma bio região no Algarve, integrando produção biológica, regeneração da paisagem e valorização dos recursos locais, em linha com os princípios dos Geoparques Mundiais da UNESCO.

A AL BIO reafirmou o compromisso de continuar a promover iniciativas de reflexão e capacitação no domínio da agricultura biológica e da sustentabilidade territorial.

O Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO afirmou‐se, neste contexto, como um exemplo de valorização integrada do património natural, do conhecimento científico e dos sistemas produtivos sustentáveis ao serviço do desenvolvimento dos territórios.