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Diretor: Paulo Menano

IDANHA-A-NOVA: Salva a Terra Ecofestival regressa a Salvaterra do Extremo com música, arte e sustentabilidade


Está de regresso mais uma edição do Salva a Terra Ecofestival a Salvaterra do Extremo. Entre os dias 25 e 28 de junho, a vila recebe músicos, artistas, oficinas, conversas, dança e sessões de ioga, e uma feira de produtos biológicos, em vários espaços espalhados pela localidade, todos de acesso gratuito. A iniciativa é co-organizada pelo Município de Idanha-a-Nova (Cidade Criativa UNESCO na  Música), pela União das Freguesias de Monfortinho e Salvaterra do Extremo e pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, e, este ano, conta com o apoio da ARI Geografia Criativa-Festival da Paisagem 2026 (Naturtejo).

Durante quatro dias, aquele que é considerado o mais ecológico dos festivais portugueses pretende criar uma consciência mais ecológica e ambiental, promovendo a distribuição dos seus lucros a favor do CERAS (Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens), sediado em Castelo Branco. A ecologia, a sustentabilidade e o diálogo multidisciplinar e intercultural são também preocupações do Salva a Terra Ecofestival que traz participantes de países tão distintos, como Portugal, Espanha, Finlândia, Irão, Geórgia, Marrocos e Índia. emmy Curl, CABRA, Orfeão de Leiria, Bia Maria, Curcumbia, Sitar Jugalbandi e dois momentos DJ, com Soundsisters Morocco e Rádio Barraka, são alguns dos nomes presentes no festival.

Cinco palcos – Terra, Pelourinho, Igreja, da Misericórdia, e Lusco-Fusco – levarão ao público diferentes sonoridades e experiências musicais, dando a conhecer artistas de países tão diversos, como Portugal, Espanha, Finlândia, Geórgia, Irão, Índia e Marrocos. Além da programação musical, o Salva a Terra Ecofestival oferece ainda uma programação paralela com atividades como oficinas de música e dança, ou yoga. A Quercus, que co-organiza este festival, preparou também um conjunto de iniciativas que incluem jogos pedagógicos, oficinas familiares, caminhadas e conversas, na grande maioria dirigidas a todas as idades, como o espaço infantil “Pequenos Salvadores da Terra” e a Feirinha das Crianças. Há ainda uma banca da Quercus e da CETRAS, para a qual revertem os lucros do festival, além de exposições.

O concerto de abertura do festival terá lugar no dia 25 de junho, às 21h, na Igreja Matriz de Salvaterra do Extremo (Palco Igreja), com Sussurros do Levante, trio que explora repertórios tradicionais ibéricos através da sanfona, viola braguesa e adufe. De seguida, o Palco Pelourinho acolhe emmy Curl, distinguida em 2025 com o Prémio José Afonso pelo álbum “Pastoral”. A primeira noite encerra no Palco Terra, junto à Igreja Matriz, com Bandua e Idalina Gameiro, projeto que cruza música eletrónica e tradição oral portuguesa.

Nos dias seguintes, atuam nomes como Bia Maria, Ana Pinhal, MariaSilva & Coro do Salva, Radio Barraka e o coletivo CABRA, com Efrén López, Juanfran Ballestero, Carlos Ramírez e Isabel Martín. Curcumbia aproxima ritmos latino-americanos e sonoridades festivas inspiradas na cumbia; enquanto, do Porto, chega Balklavalhau, um grupo que percorre repertórios balcânicos e mediterrânicos e que junta músicos de diferentes nacionalidades. O Palco Lusco-Fusco dará também voz a Rumi & Shams, projeto liderado por Mostafa Taleb, dedicado à música clássica persa; assim como a Sitar Jugalbandi, da Índia, concerto centrado na tradição clássica do sitar e da tabla, e ainda a uma viagem meditativa e sensorial conduzida por Bruno Teixeira, multi-instrumentista e musicoterapeuta.

Destaque para a parceria com o Kaustinen Folk Festival Finlandia, com os violinistas Erkki Virkkala & Iikka Huntus e o bailarino e músico Viljami Timonen. Da Geórgia chega Didgori Ensemble, que traz ao festival a tradição da polifonia georgiana, reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, em 2001. O grupo Soundsisters Morocco aproxima harmonias vocais marroquinas, ritmos gnawa e tradições musicais do norte de África através de uma abordagem contemporânea construída a partir de repertórios tradicionais.

A edição deste ano acolhe ainda, no dia 27 de junho, o Showcase “The Digital Dimension of the Network of UNESCO Cultural Spaces (DigitICH)”, uma iniciativa internacional dedicada à preservação e divulgação do património cultural imaterial, reunindo sonoridades da Letónia, Estónia, Finlândia, Geórgia, Itália, Croácia, Macedónia do Norte e Eslováquia.

O encerramento do festival acontece no dia 28 de Junho, às 20h30, com “Sons da Terra e da Tradição”, um espetáculo criado pelo Orfeão de Leiria em colaboração com as Adufeiras de Idanha-a-Nova, combinando património imaterial, criação contemporânea e memória coletiva através da percussão, canto tradicional e performance.

À semelhança das edições anteriores, a entrada no festival é livre, assim como o campismo.