Mais de uma dezena de propostas no arranque da comemoração dos 50 anos da ACERT (com áudio)
Mais de uma dezena de propostas de teatro, música, exposições, formação, poesia e cruzamentos disciplinares integram a programação da primeira temporada de 2026 da Associação Cultural e Recreativa de Tondela (ACERT), que está a comemorar 50 anos.
A programação, propõe estreias absolutas, coproduções, espetáculos internacionais e projetos de criação própria, para um ano em que a ACERT pretende revisitar laços artísticos criados ao longo deste meio século.
Para a direção da ACERT, “celebrar cinquenta anos é olhar para trás com orgulho e para a frente com coragem”.
Os 50 anos de atividade artística são considerados não como uma consagração do passado, mas como um ponto de partida.
Nesta temporada, haverá estreias que marcam o regresso de artistas e companhias que mantêm uma relação cúmplice com a ACERT, com “propostas que espelham a maturidade de percursos artísticos com raízes nesta casa e que agora se revelam em novas linguagens”.
No dia 07 de março, a Escola de Mulheres subirá ao palco com “Esperança Desmedida”, apresentando três personagens que caminham entre desertos, mares e fronteiras invisíveis em busca de um lugar onde possam existir.
“Esperança Desmedida”, que tem texto de Ilda Teixeira e dramaturgia e encenação de Ruy Malheiro, “cruza o mito com o real para refletir sobre migração, perda e resistência”, adiantou.
Segundo a ACERT, esta temporada também é feita de cumplicidades, com o regresso de artistas “com novos projetos, reafirmando a importância dos vínculos construídos na partilha de processos, temas e territórios”.
No dia 04 de fevereiro, arrancará a formação “Introdução à Produção de Áudio”, ministrada por Gustavo Dinis, e, no dia 07, o Novo Ciclo ACERT acolherá “Na Casa”, um encontro intimista entre a música de João Lóio e a poesia de António Durães.
“Loba”, da Peripécia Teatro (13 de fevereiro), “Sussurros de Sombra”, do Teatro Art’Imagem (21 de fevereiro), “Todo o Cais é uma Saudade de Pedra”, de Cláudia Andrade e Pedro Salvador (21 de março) e “Na Relva Esfola Menos”, de Bruno dos Reis (27 de março), são outras propostas.
A ACERT aproveitou também este ciclo comemorativo para, com outras estruturas de criação nacional, recuperarem “peças com forte carga simbólica e social, devolvendo ao palco temas e estéticas que continuam a interpelar o presente”.
Na sexta-feira e no sábado, o Trigo Limpo Teatro ACERT voltará a apresentar “Memória do Barro”, espetáculo visual e sensorial sobre barro e mulheres, e, no último dia do mês, será apresentado “O Mal de Ortov”, de Jaime Rocha, com interpretação de Philippe Araújo e produção da Musgo Produção Cultural.
O primeiro trimestre do ano terá ainda propostas pensadas para crianças, escolas e famílias, que, de acordo com a ACERT, combinam “qualidade artística com pertinência temática”.
No sábado, o Teatroesfera apresentará a sua versão musical de “Pinóquio” e, para o dia 14 de fevereiro, está marcada a estreia de “Fernanda e a Inesperada Virtude de Aprender a Voar”, do coletivo Mochos no Telhado.
“Dirigido ao público familiar, este espetáculo celebra a persistência, o sonho e a coragem através da história de Fernanda, uma gaivota que insiste em voar mais alto”, explicou a ACERT.
Em coprodução com a companhia galega Elefante Elegante, estreia em 13 de março “Coralinda”, para o público escolar. A apresentação para o público familiar está marcada para o dia seguinte.
Fonte: Lusa
