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Diretor: Paulo Menano

REGIÃO: CCRB promoveu IV Fórum Económico das Beiras num debate sobre investimento, financiamento e internacionalização


O IV Fórum Económico das Beiras, realizado no emblemático Grande Hotel de Luso, no concelho da Mealhada, afirmou-se como um momento maior de reflexão, cumplicidade e construção coletiva para o futuro da Região Centro. Sob o mote “Diplomacia Económica, Capital e Inovação: O Território do Centro nas Rotas Globais de Investimento”, o encontro colocou no centro do debate o investimento, o financiamento e a internacionalização, partindo de uma certeza inegociável: as Beiras são o ventre de Portugal e têm de assumir o protagonismo e nunca o papel de meras comparsas nas rotas globais de capital, conhecimento e inovação.

​A condução rigorosa, fluida e magistral de todo o Fórum esteve a cargo do Conselheiro Luís de Matos, que acompanhou com distinção os trabalhos ao longo do dia. A Sessão de Abertura, sob o tema “Visão Estratégica, Geopolítica de Investimento e Coesão Territorial”, marcou o ponto de partida do programa com as intervenções da Presidente da Câmara de Comércio da Região das Beiras (CCRB), Ana Correia, do Presidente da Câmara Municipal da Mealhada, António Franco, do Chairman do Grande Hotel de Luso, João Diniz, e do Presidente do Conselho Regional do Centro da CCDR Centro, Ribau Esteves, sublinhando o papel determinante da Região Centro na atração de investimento e na coesão territorial.

​Na sua intervenção inaugural, transmitida em direto nas plataformas digitais da CCRBeiras, a Presidente Ana Correia deixou uma mensagem vibrante de ambição, exigência e compromisso absoluto com os 113 municípios que integram a área de intervenção da CCRB:

​“Falo com a paixão visceral de quem ama as Beiras e os 113 municípios que fazem parte da sua área de intervenção. Queremos afirmar as Beiras como território de coesão, de resiliência e de oportunidade”, sublinhou.

​Do discurso inspirador e determinante proferido pela Presidente da CCRB, Ana Correia, emergiram as sete frases-chave que orientaram todo o Fórum e que sintetizam o espírito, a matriz identitária e o roteiro estratégico para o futuro do território:

​“As Beiras são o ventre de Portugal  e é deste ventre que queremos fazer nascer uma nova narrativa de desenvolvimento.” A identidade das Beiras como centro nevrálgico do país não é apenas geográfica: é económica, cultural e emocional. É tempo de assumir essa centralidade com orgulho e ambição desmedida.

​“Resiliência, Mecenato e Risco: três pilares para transformar desafios em oportunidades.” As gentes das Beiras sempre souberam superar adversidades. O investimento privado alinhado com o interesse público e a coragem de arriscar são motores indispensáveis para a regeneração territorial.

​“Sem risco não há inovação  mas o risco, quando bem enquadrado, transforma-se em progresso.” O papel das instituições é criar condições para que o risco seja mitigado e o investimento floresça, especialmente em territórios de baixa densidade.

“A Câmara de Comércio é a porta que abre e leva as Beiras para o mundo mas também a porta que traz o mundo às Beiras.” A diplomacia económica é uma via de mão dupla. Queremos exportar o melhor que produzimos, mas também atrair capital, conhecimento e parceiros internacionais.

“Do sucesso macro à prosperidade: queremos traduzir este debate em produtividade, salários, infraestruturas, educação e saúde para as nossas gentes.” O crescimento económico só tem sentido se se traduzir em melhorias concretas na vida das populações. O desenvolvimento da Região Centro deve ser inclusivo e sustentável.

“A BBEXT vai voar mais alto para a Europa, para a América e para todos os destinos onde o nosso potencial possa encontrar eco.” O programa de internacionalização das Beiras é uma aposta ganha. No próximo ano, a BBEXT alargará horizontes, levando as empresas das Beiras a novos mercados.

​“Construam, com este IV Fórum, as pontes necessárias para levarmos as Beiras ao mundo e trazer o mundo às Beiras.” Este é o propósito que nos une: criar ligações duradouras, fortalecer redes e afirmar as Beiras como território de oportunidades globais.

​Ao longo dos trabalhos, encadearam-se debates de elevadíssima maturidade técnica e estratégica. O debate inicial sob o mote “Resiliência, Mecenato e Risco – Guerra ao Risco, Reconstrução e Atração de Capital ESG”, moderado por Filomena Pinheiro (Vice-Presidente da Câmara Municipal da Mealhada), reuniu Anabela Freitas (Vice-Presidente do Turismo do Centro de Portugal), Rogério Hilário (Vice-Presidente do Conselho Empresarial do Centro) e Paulo Fernandes (Coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro), abordando o financiamento de impacto, mecenato ambiental e a capacidade de captar capital em contextos de risco.

​Seguiu-se a reflexão dedicada a “A Banca e o Financiamento aos Novos Investidores”, com moderação de Raul Marques ( Co-fundador e Diretor da Revista Diáspora Lusa), na qual participaram Teresa Fiúza (Administradora Executiva do Banco Português de Fomento), João Leal (Senior Director do Banco Santander Portugal), Nuno Santos (Presidente do Conselho de Administração da CCAM da Beira Baixa Sul) e Carlos Gomes Nogueira (CEO da Europartners e Presidente da FACAM). Em análise estiveram as linhas de crédito, garantias mútuas e novos mecanismos para mitigar a perceção de risco nos territórios de baixa densidade, valorizando ativos agroalimentares e tecnológicos.

​No período da tarde, a sessão “Diplomacia Económica e Grandes Mercados – Eixo Atlântico, Diáspora e Lusofonia” teve como Keynote Speaker José Maria Costa (Presidente do Conselho Consultivo da CCRB e antigo Secretário de Estado da Economia e do Mar). Moderado por Wilson Bicalho ( conselheiro do Conselho Consultivo da CCBeiras, Advogado e CEO da Next Border), este espaço contou com os contributos decisivos de Rui Gomes da Silva (Presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa), Y Ping Chow (Presidente da Câmara de Comércio Portugal-China) e Mário Simões (Presidente da Comissão Executiva da CE-CPLP), cruzando pontes económicas com a Europa, o mundo Árabe, a Ásia e o espaço Lusófono, um passo fulcral na preparação da missão Beiras Business Export (BBEXT).

​A fechar o ciclo de reflexão, o painel “Inovação, IA e Capacitação Exportadora – Internacionalização 4.0”, moderado por Carlos Martinho, (Vice -Presidente do Conselho Fiscal da a CCRBBEIRAS e CEO da MdSolutions) contou com as participações estratégicas de Renan Santana (CEO da PRTE e ligado à ACIEG – Goiás), Isabel Quintas ( Diretora de Internacionalização da AICEP), Nuno Gonçalves (Vice-Presidente do IAPMEI) e Pedro Inácio (Vice-Reitor para a Estratégia Digital da Universidade da Beira Interior), perspetivando a aplicação da inteligência artificial, cibersegurança e transição digital para alavancar a competitividade exportadora da Região Centro.

​PROTOCOLOS ASSINADOS: IAPMEI E PREFEITURA DE URUSSANGA

​Um dos momentos altos do IV Fórum foi a assinatura de dois protocolos que reforçam a dimensão estratégica e internacional da CCRB Beiras:

– Protocolo com o IAPMEI: Firmou-se uma aliança de cooperação com o IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, representada pelo Vice-Presidente Nuno Gonçalves, destinada a apoiar as empresas das Beiras na internacionalização, inovação e acesso simplificado a instrumentos de financiamento.

– Protocolo com a Prefeitura de Urussanga (Santa Catarina, Brasil): O acordo transatlântico foi estabelecido virtualmente durante o evento, com assinatura da Prefeita de Urussanga, Stela Maris de Agostin Talamini, e da Presidente da Direção da CCRB, Ana Correia com a presença dos Conselheiros da Câmara que testemunharam a assinatura.  A iniciativa prevê missões empresariais, rodadas de negócios, fóruns, visitas técnicas, ações de capacitação e partilha de boas práticas.

​Segundo a Prefeita Stela Maris: “Urussanga tem potencial em diferentes áreas e precisamos criar conexões para que essas características sejam conhecidas também fora do Brasil. Esse acordo nos aproxima de empresas e instituições portuguesas e abre espaço para troca de experiências, conhecimento e novas oportunidades de negócios.

​Ficou clara, ao longo de todo o Fórum, a vontade e a total disponibilidade dos organismos institucionais, CCDR Centro, IAPMEI, AICEP, Turismo do Centro, Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, Conselho Empresarial do Centro, setor bancário, universidades, autarquias e estruturas empresariais para trabalharem em conjunto, de forma articulada, em rede e profundamente consequente.

​Do IV Fórum Económico das Beiras saem linhas orientadoras claras e compromissos firmes tais como, Reforçar o financiamento de impacto e criar instrumentos que reduzam o risco em territórios de baixa densidade; Atrair capital internacional, incluindo investimento estrangeiro direto (IDE), fundos de investimento alternativos e family offices; ​Promover a diplomacia económica, com foco no Eixo Atlântico, na diáspora e na lusofonia; Alargar a iniciativa BBEXT a novos mercados estratégicos na Europa e nas Américas; ​Consolidar parcerias institucionais que garantam a coesão e o desenvolvimento sustentável; ​Traduzir o crescimento em prosperidade real, com impacto direto na produtividade, salários, infraestruturas, educação e saúde.

​O IV Fórum Económico das Beiras foi mais do que um evento: foi um compromisso coletivo e uma afirmação de coragem com o futuro da Região Centro. As Beiras afirmam-se, cada vez mais, como território de coesão, resiliência e oportunidade  um lugar onde o investimento, o financiamento e a internacionalização se conjugam para criar valor e prosperidade.

​A Câmara de Comércio da Região das Beiras continuará a cumprir com orgulho a sua missão: ser a porta que abre e leva as Beiras para o mundo, e a porta que traz o mundo às Beiras.

No dia 28 de novembro, realizar-se-á mais um momento marcante de encontro, reflexão e construção coletiva.

Das Beiras para o mundo… o mundo à nossa Beira.

Fotos: CCRBeiras