VISEU: Centro Histórico com quatro dias de música e “mo…vida” criada pelas associações locais (com áudio)
O Centro Histórico de Viseu será palco de quatro dias de animação numa iniciativa promovida pela Junta de Freguesia de Viseu que pretende criar uma nova tradição para a cidade. Acontece entre os dias 10 e 13 de julho.
O evento, designado “O Centro Vai Ser Histórico”, contará com concertos de Bombazine, Lena d’Água, Cuca Roseta e José Cid, além de animação de rua, fado, literatura, DJ, decoração típica com bandeirinhas e dezenas de associações locais responsáveis pelas tradicionais barraquinhas de comes e bebes.
Segundo o Presidente da Junta de Freguesia de Viseu, Nuno Bico, esta iniciativa representa uma renovação do conceito das antigas festas populares.
“É uma remodelação da antiga Festa de Santo António. Queremos manter o espírito dos Santos Populares, mas numa data que não concorra com outras grandes festas da região e do país nem com eventos importantes da cidade, como o JAL ou a Feira de São Mateus”, explicou.
O objetivo passa por transformar este fim de semana num momento de celebração para Viseu e atrair visitantes ao centro histórico, promovendo simultaneamente o comércio local e a restauração.

“Queremos que as pessoas venham à Sé, à Rua Direita e ao centro histórico também ao domingo e à segunda-feira, e não apenas às sextas e sábados à noite”, afirmou.
A programação foi pensada para chegar a diferentes públicos. Bombazine abre o palco principal, seguindo-se Lena d’Água, dirigida sobretudo ao público dos anos 80, Cuca Roseta, com um espetáculo pensado para reunir famílias, e José Cid, considerado pelo autarca como “o mais transversal” dos artistas convidados.
Além dos concertos, haverá animação permanente nas ruas, fado durante a hora de jantar na Praça D. Duarte, um espaço literário junto ao Mercado 2 de Maio, DJs no Largo do Pintor Gata e atividades infantis com o Zé Mágico nos dias de domingo e segunda-feira.
Um dos pilares da iniciativa é o envolvimento do movimento associativo. Em vários pontos do centro histórico estarão instaladas barraquinhas exploradas por associações locais, que ficarão com a receita obtida através da venda de comida e bebida.
A animação do centro histórico pretende igualmente contribuir para a revitalização económica da zona.
“Ao trazer esta festa para o centro estamos também a dar um impulso ao comércio, à hotelaria e à restauração. Esperamos que seja um investimento com retorno para toda a cidade”, sublinhou o Presidente da Junta.
Nuno Bico admite que esta é uma edição piloto, mas acredita que a iniciativa tem potencial para crescer nos próximos anos e afirmar-se como uma marca de Viseu, “quem sabe até durante uma semana”.
