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Diretor: Paulo Menano

VISEU: Centro Histórico com quatro dias de música e “mo…vida” criada pelas associações locais (com áudio)


Bombazine, Lena d’Água, Cuca Roseta e José Cid são os cabeças de cartaz de um novo evento que pretende dinamizar o comércio, apoiar associações e afirmar-se como uma nova tradição da cidade.

O Centro Histórico de Viseu será palco de quatro dias de animação numa iniciativa promovida pela Junta de Freguesia de Viseu que pretende criar uma nova tradição para a cidade. Acontece entre os dias 10 e 13 de julho.

O evento, designado “O Centro Vai Ser Histórico”, contará com concertos de Bombazine, Lena d’Água, Cuca Roseta e José Cid, além de animação de rua, fado, literatura, DJ, decoração típica com bandeirinhas e dezenas de associações locais responsáveis pelas tradicionais barraquinhas de comes e bebes.

Segundo o Presidente da Junta de Freguesia de Viseu, Nuno Bico, esta iniciativa representa uma renovação do conceito das antigas festas populares.

É uma remodelação da antiga Festa de Santo António. Queremos manter o espírito dos Santos Populares, mas numa data que não concorra com outras grandes festas da região e do país nem com eventos importantes da cidade, como o JAL ou a Feira de São Mateus”, explicou.

O objetivo passa por transformar este fim de semana num momento de celebração para Viseu e atrair visitantes ao centro histórico, promovendo simultaneamente o comércio local e a restauração.

Queremos que as pessoas venham à Sé, à Rua Direita e ao centro histórico também ao domingo e à segunda-feira, e não apenas às sextas e sábados à noite”, afirmou.

A programação foi pensada para chegar a diferentes públicos. Bombazine abre o palco principal, seguindo-se Lena d’Água, dirigida sobretudo ao público dos anos 80, Cuca Roseta, com um espetáculo pensado para reunir famílias, e José Cid, considerado pelo autarca como “o mais transversal” dos artistas convidados.

Além dos concertos, haverá animação permanente nas ruas, fado durante a hora de jantar na Praça D. Duarte, um espaço literário junto ao Mercado 2 de Maio, DJs no Largo do Pintor Gata e atividades infantis com o Zé Mágico nos dias de domingo e segunda-feira.

Um dos pilares da iniciativa é o envolvimento do movimento associativo. Em vários pontos do centro histórico estarão instaladas barraquinhas exploradas por associações locais, que ficarão com a receita obtida através da venda de comida e bebida.

A animação do centro histórico pretende igualmente contribuir para a revitalização económica da zona.

Ao trazer esta festa para o centro estamos também a dar um impulso ao comércio, à hotelaria e à restauração. Esperamos que seja um investimento com retorno para toda a cidade”, sublinhou o Presidente da Junta.

Nuno Bico admite que esta é uma edição piloto, mas acredita que a iniciativa tem potencial para crescer nos próximos anos e afirmar-se como uma marca de Viseu, “quem sabe até durante uma semana”.