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Diretor: Paulo Menano

Poiares Maduro conversou com militantes do PSD na Guarda

“Temos de escolher uma governação que promova a coesão territorial”

“António Costa não tem outra ambição que não seja a da mediocridade. Quer nivelar por baixo e tem um país mais desigual entre gerações: as mais novas têm cada vez pior emprego, mais dificuldade no acesso à habitação e menos expetativa de receber pensões”, diz o professor universitário.

O antigo Ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional do Governo de Pedro Passos Coelho, Miguel Poiares Maduro, esteve este domingo, 23 de janeiro, à conversa com militantes do PSD, no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda, a convite do Círculo Eleitoral da Guarda e dos candidatos a deputados, Gustavo Duarte e João Prata.

“Há três pontos fundamentais em que há escolhas para serem feitas pelos portugueses nestas eleições. O primeiro, há uma escolha entre continuidade ou mudança. O segundo, uma escolha entre premiar quem alimentou a radicalização da política portuguesa ou quem tudo fez para moderar a política portuguesa. E o terceiro, entre quem trouxe para o exercício da política uma ideia de quase impunidade ou quem quer voltar a imbuir o exercício da política de uma ideia de responsabilidade”, começa por dizer.

“Não há um projeto para o país e sim um projeto para ocupar o poder”

Poiares Maduro faz seguidamente uma radiografia aos seis anos de governação socialista de António Costa e conclui que “não há um projeto para o país e sim um projeto para ocupar o poder”. Diz depois que “somos sucessivamente ultrapassados por outros países que há pouco tempo eram muito mais pobres do que nós, temos dos salários mais baixos da União Europeia e os salários que estão cada vez mais próximos do salário mínimo”.

“Temos também o aumento das assimetrias. Temos de inverter o círculo vicioso de pouco investimento económico nos territórios de baixa densidade, de pouca atividade económica, de perda de massa crítica, de perda de jovens; e transformá-lo num círculo virtuoso, que é atrair investimento, atrair jovens, massa crítica. Isso não é fácil mas exige pelo menos um conjunto de medidas de discriminação positiva, que o Governo que integrei tinha começado. Fazer investimentos nestes territórios dava uma bonificação positiva à seleção dos projetos de investimento”, prossegue.

“Uma visão cínica da política”

“O aumento das assimetrias deve-se a uma visão cínica da política, porque há menos votos aqui. Por isso é que é importante este projeto da reforma da lei eleitoral, em que eu participei numa comissão do PSD, em que se dá mais representatividade eleitoral aos territórios do Interior, sem colocar em causa a proporcionalidade”, continua o antigo ministro.

“António Costa não tem propostas, pelo que deturpa as dos outros. Tem uma prática da governação que eliminou o conceito de responsabilidade política. Escândalo, atrás de escândalo, atrás de escândalo, e António Costa a sentir-se impune e deixar impunes aqueles que debaixo da sua autoridade continuaram a exercer funções governativas ou outras, em circunstâncias que o país considerava já inadmissíveis”.

“Vai valer tudo numa tentativa de contaminar o debate”

“Mas é claro que os portugueses já não caem nisso e começamos a assistir à segunda estratégia. Como não conseguem justificar aos portugueses por que hão-de votar no Partido Socialista, tentam convencê-los, com o medo, a não votar no PSD. É a isso que vamos assistir nos próximos dias, se necessário até com ofensas. Desde a austeridade ao fascismo, vai valer tudo numa tentativa de contaminar o debate”.

“Temos de escolher uma governação que quebre a estagnação económica no país. Que promova a coesão territorial”, conclui Miguel Poiares Maduro.

Os candidatos a deputados pelo círculo da Guarda, Gustavo Duarte e João Prata, abriram a sessão, que contou com a participação de vários elementos do público, entre elas, a do Mandatário Concelhio, Carlos Chaves Monteiro, e a do presidente da Distrital do PSD da Guarda, Carlos Condesso.