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Diretor: Paulo Menano

Comunidade das Beiras e Serra da Estrela aprova orçamento de 6,3 ME para 2022

A Assembleia da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE) aprovou ontem o orçamento para 2022, no valor de 6,3 milhões de euros (ME), que é ligeiramente inferior ao do ano anterior.

O orçamento e o plano de atividades para este ano foram aprovados, por maioria, com 23 votos a favor e três abstenções, pela Assembleia Intermunicipal da CIM-BSE, que reuniu no auditório do Pavilhão dos Desportos, em Figueira de Castelo Rodrigo.

Segundo o secretário executivo da CIM-BSE, António Miraldes, que apresentou o documento, o orçamento para este ano regista um decréscimo de 600 mil euros relativamente ao de 2021, que foi no valor de 6,9 milhões de euros.

António Miraldes apresentou o plano de atividades que é suportado pelo orçamento, que inclui projetos de continuidade e outros novos.

O responsável adiantou que aquela entidade definiu no seu plano de atividades iniciativas nas áreas do turismo, social, ambiental, mobilidade e eficiência energética, entre outras.

Explicou que foram definidos nove eixos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do quadro comunitário 2030 que incluem, entre outros, a instalação de internet de banda larga em todo o território, interligação de regadios e valorização de recursos hídricos, floresta e áreas protegidas, rede de transportes a pedido e setor social.

Está também contemplada a continuidade da brigada de sapadores florestais, que terá “um formato diferente em termos de vínculo laboral” dos seus 14 elementos.

A brigada é constituída por três equipas de sapadores, que estão distribuídas pelo território (Gouveia, Pinhel e Belmonte).

No período de discussão dos documentos, pronunciaram-se os deputados Rogério Hilário (Fundão), José Mota (Gouveia), Catarina Moura (Guarda), Gonçalo Cruz (Pinhel), Rosa Coutinho (Belmonte), João Zeferino e Cláudio Rebelo (Mêda).

Tanto Cláudio Rebelo como José Mota referiram que era o presidente da CIM-BSE (Luís Tadeu, que no período da tarde teve de se ausentar da sessão) ou o vice-presidente que “tinham de apresentar” o plano de atividades e o orçamento e não o secretário António Miraldes.

A aprovação do plano de atividades e orçamento da CIM-BSE para 2022 só se verificou hoje devido ao atraso na eleição da nova mesa da Assembleia Intermunicipal, que não se concretizou em fevereiro por os eleitos socialistas terem abandonado a sessão realizada na cidade de Mêda.

A mesa, presidida pelo socialista José Amaral Veiga, que também lidera a Assembleia Municipal de Trancoso, apenas foi eleita no dia 07 de abril, na Sala António de Almeida Santos, no edifício dos Paços do Concelho da Guarda.

A CIM-BSE, com sede na Guarda, é constituída por 15 municípios, sendo 12 do distrito da Guarda (Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Gouveia, Manteigas, Meda, Pinhel, Seia, Sabugal e Trancoso) e três do distrito de Castelo Branco (Belmonte, Covilhã e Fundão).

 

Fonte: Lusa