FORNOS DE ALGODRES NÃO APARECE NO RANKING DAS 50 MAIORES EMPRESAS DO DISTRITO DA GUARDA
Águas do Vale do Tejo S.A mantem liderança do Ranking 50 maiores empresas do distrito da Guarda em 2016. Analisando a tabela criada pelo Jornal O Interior, publicado no dia 1 de Fevereiro de 2018, Fornos de Algodres não aparece no Ranking das 50 maiores.
Fornos de Algodres tem um parque industrial, mandado contruir por Paulo Menano antigo Autarca do concelho com mais de 34 anos. Segundo o Jornal Noticias de Fornos de Algodres de Maio de 1984, o Ex-autarca preocupava-se em desenvolver o concelho, ”mas para isso necessitamos do auxílio do poder central,… o interior precisa de ser desenvolvido e é preciso fixar as pessoas,…outros concelhos são beneficiados com promessas e com dinheiro e o concelho de Fornos é esquecido.” Em 1984 já as infraestruturas da zona industrial de Fornos de Algodres implicaram uma despesa de cerca de 50 mil contos (250 mil €). Na época dizia-se que teria uma área de 90 mil metros quadrados, ficando enquadrada numa área que dista 300 metros da via rápida Aveiro-Vilar Formoso, e cerca de 200 metros da estação da CP.
Já naquela altura o Noticias de Fornos perguntava, “Zona industrial que se passa?”, pois passados 34 anos a pergunta cremos nós que é atual. Se comparada com esse ano em fotos, pouco ou nada vemos de diferente, daí o facto de não haver incentivos por parte de empresas, para vir investir neste polo industrial. O Noticias de Fornos de Algodres já então se preocupava com a zona industrial que agora não passa de uma zona de serviços. Pois “não basta dizer-se que temos uma zona industrial,…é também necessário mostrar-se algo, como por exemplo arruamentos, lotes industriais, postes de luzes…” “é preciso criar condições para que os novos investidores sintam interesse de investir em Fornos,…eles não vem enquanto não virem uma zona como deve ser”.
Segundo o Jornal do Fundão publicado em Novembro de 2017, “ Maiores empresas 2017”, “Governo admite dar, incentivos fiscais para desenvolver o interior,… incentivo para se fixarem empresas nesta região, iram lançar um programa para tentar captar investimento estrangeiro, de forma a travar o declínio e atrair pessoas e empresas”.
Mas será que isto chega? Fornos de Algodres como muitos outros concelhos vizinhos encontram-se em declínio, a falta de melhores condições obriga as pessoas a sair do concelho, para outras partes de Portugal e do mundo. O que se pode fazer para contrariar isso? A aposta no turismo é o principal foco por parte da Autarquia, mas será que chega? O turismo por si só nada aporta, inventos, festas e divulgação do concelho são passageiros, o que faremos quando não há disso. A zona Industrial esta parada, é uma zona de serviços, tem cerca de 10 empresas, quase todas com venda direta dos seus produtos, emprega cada uma delas meia dúzia de pessoas, nenhuma que seja de grande dimensão que ajude no aumento substancial da economia e na empregabilidade, como se não basta-se criou-se o polo empresarial de Juncais que esta moribundo, não existe nenhuma empresa a funcionar, tendo sido já investido muito dinheiro para ainda não terem sido canalizadas empresas.
Contudo, será que uma das razões, para o tecido empresarial de Fornos ser fraco, não vislumbrando uma mudança acentuada, terá a ver com a falta de mão-de-obra qualificada?