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Nova diplomacia económica em Viseu
Fernando Figueiredo, candidato à CMV pela Iniciativa Liberal, defende que o concelho tem que concentrar mais esforços na diplomacia económica e no próximo mandato a aposta no concelho deverá ser no sentido de incentivar as exportações e criar emprego qualificado. Como?
A nível das empresas a IL defende várias medidas que vão desde a desburocratização do licenciamento da atividade económica com o Gabinete Virtual do Investidor para realização online de todos os processos de licenciamento e obrigações relativas à atividade económica pretendida ou ainda mais importante, os incentivos fiscais às empresas que criem pelo menos 5 postos de trabalho, entre outros. Importa saber onde estão essas empresas ou que é o mesmo que dizer onde estão esses investidores?
A resposta está numa gestão autárquica que também saiba “vender Viseu”, no bom sentido, atraindo o interesse de investidores estrangeiros pelas potencialidades e pelos recursos que temos. “Vender Viseu” como um projeto no coração de Portugal cobre, não por coincidência, os três principais objetivos a que nos propomos nesta área:
– atrair atividade económica turística nacional e internacional,
– promover a venda de produtos e serviços locais, regionais e nacionais.
Os autarcas hoje contactam/são contactados diretamente por empresas internacionais interessadas em exportar ou investir na região e estabelecem acordos de cooperação. Esta componente do modelo de diplomacia é muito proveitosa, porque os autarcas competentes e envolvidos na sua comunidade, conhecem as necessidades das empresas e das pessoas no terreno; podem ser mais reivindicativos quanto aos direitos e responsabilidades dos agentes envolvidos nas negociações; e nessa medida tornarem-se catalisadores de oportunidades de negócio reais para o tecido económico da sua região.
A diplomacia económica tradicional era cerimonial, dispendiosa e elitista. Hoje não é assim. Veja-se o exemplo do embaixador Vitor Sereno que com uma ideia inovadora e simples, como é a UNIO, uma aplicação desenvolvida pela Embaixada de Portugal no Senegal colocou em contacto empresas de Viseu e do continente africano.
Portanto, o candidato defende que se repetirmos o modelo junto de vários embaixadores selecionados em função das oportunidades e potencialidades do concelho por certo que em médio prazo se conseguirão atrair empresas e investidores, que é o mesmo que dizer, fixar pessoas e empresas.
As boas condições e espaço em qualidade e quantidade nos vários parques industriais disponíveis em Viseu, o valor do centro histórico, o potencial económico das vinhas do nosso Dão, a farta gastronomia beirã, a tranquilidade do campo, a riqueza cultural do Grão Vasco, a qualidade de vida na saúde, educação e segurança do concelho… e a hospitalidade única e o saber de bem receber dos Viseenses são o garante do sucesso desta fórmula de diplomacia económica.
O candidato acredita que com a educação que é timbre dos Viseenses, a simpatia que cartão de negócio na região, a capacidade de trabalho resiliente que vem dos genes de Viriato fortificada na dureza do granito, no brilho do estanho, no toque suave do linho, junto com o veludo de um touriga do Dão, com a franqueza do sorriso beirão são os ingredientes certos para convencer qualquer embaixador ou empresário a investir em Viseu na instalação de uma boa empresa, sustentável, não poluente e inovadora para Viseu. É esta a receita que o candidato defende por oposição à politica de mais do mesmo do passado ou às promessas megalómanas desligadas da realidade e que nada acrescentam ao concelho de Viseu.