ASTA estreia espetáculo no Teatro Nacional São João
Maria Coroada é o novo espetáculo da ASTA, uma cocriação com A Companhia João Garcia Miguel e a Alma d’Arame. A estreia está marcada para o próximo dia 23 de novembro, ficando em cena até dia 26, no Porto.
Aos atores da ASTA, Carmo Teixeira e Sérgio Novo, juntam-se alguns nomes bem conhecidos de todos. Do elenco faz parte a atriz Oceana Basílio e o músico Manuel João Vieira (Ena Pá 2000 e Irmãos Catita), uma vez que o espetáculo tem música ao vivo. Em palco estão ainda Gustavo Antunes, Miguel Moreira, Rui Oliveira e o músico João Bastos.
O espetáculo está neste momento a ser criado em residência artística em Torres Vedras, onde terá um ensaio aberto no próximo dia 9. O texto do espetáculo foi escrito na Covilhã no âmbito de uma residência artística em junho deste ano, seguindo-se posteriormente mais duas residências artísticas de criação, uma em Sintra e outra em Montemor o Novo.
O espetáculo é coproduzido pelo Teatro Nacional São João (Porto), Teatro Aveirense (Aveiro), Cine Teatro Louletano (Loulé), Teatro Virgínia (Torres Novas) e Cine Teatro Curvo Semedo (Montemor o Novo), teatros por onde o espetáculo passará em 2023 e 2024. Ambas as companhias são financiadas pelo Governo de Portugal – Direção Geral das Artes. A ASTA conta com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã.
O espetáculo está na Covilhã no próximo dia 30 de novembro, no Teatro Municipal da Covilhã, e os bilhetes já podem ser adquiridos no TMC e nos locais habituais. A sessão está marcada para as 21h30, mas antes, às 11h da manhã, no Anfiteatro da Parada, a ASTA em parceria com o Departamento de Letras da Universidade da Beira Interior, organização as Jornadas de Literatura e Artes Performativas – 1.º Ato – do (Sub)Texto ao Palco, onde se analisará o texto e a construção do espetáculo. Nesta atividade estará presente o elenco do espetáculo e contaremos com a preciosa ajuda do Professor José Rosa, que nos fará uma aproximação ao universo de Maria Coroada.
A história de Maria Coroada…
Foi o que realmente aconteceu, diz-se. Em 1840, na ressaca da Guerra Civil Portuguesa, um mancebo chega a uma aldeia duriense e traz consigo um livro cheio de histórias. Seguindo os ensinamentos desse livro, os populares da Granja do Tedo fundaram um movimento social e religioso que durou sete anos, liderado pela curandeira Maria das Neves, autodenominada “Terceira Eva, por Jesus Coroada”. A valorização do papel da mulher, o apelo ao naturismo, a solidariedade com os pobres ou o incremento do ensino gratuito eram algumas das suas reivindicações. A partir de uma história verídica, João Garcia Miguel e Amândio Anastácio exploram a origem e a potência desse encantamento. Maria Coroada fala-nos da capacidade de conversar com os deuses que vivem dentro de nós, da coragem de ir à procura de vozes que nos transcendem. Fala-nos também do poder de um livro para transformar uma comunidade. E da beleza dessa transformação.
