FUNDÃO: CDU exige garantias para qualidade de vida dos moradores da Gramenesa
A posição da Coligação Democrática Unitária (CDU) Fundão sobre a Central de Biomassa tem sido firme e coerente na defesa das populações, do ambiente e de um desenvolvimento equilibrado do concelho.
Sem rejeitar o aproveitamento da biomassa, a CDU exige transparência, sustentabilidade e respeito pela qualidade de vida — condições que considera não estarem asseguradas no caso do Fundão. Desde o início, alertou para os impactos do projeto, como o ruído, as poeiras e os riscos para a saúde, denunciando também a falta de informação e de participação pública.
Desde 2020 que a CDU tem vindo a alertar para os riscos associados à localização da central, nomeadamente os impactos na qualidade do ar, o ruído, as poeiras e as consequências diretas para a saúde pública.
Mais do que palavras, a intervenção da CDU Fundão tem-se traduzido em iniciativas concretas e persistentes. Entre elas destacam-se a divulgação regular de comunicados públicos, a intervenção ativa nos órgãos autárquicos com perguntas, propostas e exigência de esclarecimentos, e o acompanhamento atento do tema no espaço mediático, nomeadamente através de posições públicas perante notícias e reportagens da comunicação social.
Particularmente relevante tem sido a sua ligação direta às populações afetadas, acompanhando de perto as preocupações dos moradores e dando visibilidade às suas reivindicações. Esta proximidade tem-se concretizado não só no contacto regular com a população, mas também na realização de reuniões com moradores e na visita de deputados ao local, permitindo um conhecimento direto da situação e reforçando a denúncia pública dos problemas existentes. Não se trata de uma posição circunstancial: traduz-se numa clara tomada de posição política de
solidariedade com quem vive diariamente os impactos da central.
Essa realidade ficou ainda mais evidente com o processo judicial movido por moradores da zona da Gramenesa contra a empresa responsável pela central. Como resultado da evidência apresentada, o tribunal veio dar razão aos moradores, conduzindo a um acordo celebrado em janeiro de 2025 que prevê medidas concretas para mitigar os impactos: limitação do ruído (incluindo restrições noturnas), condicionamento de operações mais poluentes, instalação de barreiras acústicas, controlo de poeiras, intervenções nas habitações e pagamento de indemnizações.
Este acordo representou uma importante vitória dos moradores. No entanto, a sua aplicação tem sido marcada por forte controvérsia. Enquanto a empresa afirma estar a cumprir e a implementar medidas de mitigação, os moradores continuam a denunciar a persistência de problemas graves — ruído, poeiras e cinzas — afirmando que, na prática, pouco ou nada mudou. A existência de novas ações judiciais e a continuidade da contestação pública demonstram que o conflito está longe de resolvido.
Perante esta situação, a CDU Fundão tem reafirmado a sua posição: não basta celebrar acordos, é indispensável garantir o seu cumprimento efetivo. A CDU exige que sejam respeitados os direitos dos moradores, que se assegure a reposição das condições de qualidade de vida e que as entidades competentes assumam as suas responsabilidades na fiscalização e acompanhamento do processo.
Assim, a CDU Fundão não só acompanha este processo como se posiciona de forma inequívoca ao lado das populações afetadas, expressando total solidariedade com os moradores da Gramenesa. A sua intervenção afirma-se como uma defesa clara de justiça, de respeito pelos direitos das pessoas e de um desenvolvimento que não sacrifique a saúde e o bem-estar das comunidades locais.
Em síntese, a CDU Fundão tem assumido um papel ativo, consistente e combativo: denuncia, propõe, acompanha e solidariza-se. E fá-lo com um objetivo central — garantir que o interesse público prevalece sobre quaisquer interesses económicos que coloquem em causa a vida das populações.
